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Baía de Guanabara: estudo mapeia riscos e cria protocolo para desastres

nielsonsoares
há 3 dias
2 min de leitura

Chuvas cada vez mais intensas, períodos prolongados de estiagem, deslizamentos, contaminação de rios e reservatórios e até o avanço da água do mar sobre mananciais já fazem parte dos desafios impostos pelas mudanças climáticas e exigem respostas cada vez mais rápidas e coordenadas do poder público.


É justamente para esse novo cenário que foi elaborado o Plano de Gerenciamento de Riscos da Região Hidrográfica da Baía de Guanabara, um dos mais abrangentes estudos já desenvolvidos sobre riscos relacionados aos recursos hídricos no estado do Rio de Janeiro. O documento será apresentado amanhã e estabelece um modelo integrado de prevenção, monitoramento e resposta para uma região onde vivem aproximadamente 8,3 milhões de pessoas, mais da metade da população fluminense, distribuídas por 17 municípios, incluindo Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo, Duque de Caxias, Petrópolis, Magé, Nova Iguaçu e Maricá.


O estudo também incorpora projeções relacionadas às mudanças climáticas, permitindo antecipar cenários futuros e orientar decisões antes que os impactos atinjam a população. Em vez de agir apenas diante da emergência, a proposta é fortalecer a capacidade de prevenção, reduzir vulnerabilidades e aumentar a resiliência do território frente aos eventos extremos que tendem a se tornar mais frequentes e intensos nas próximas décadas.


O plano apresenta um detalhado mapeamento territorial que classifica diferentes áreas conforme seus níveis de risco social, econômico e ambiental, permitindo identificar prioridades para investimentos, prevenção e resposta. A metodologia considera tanto a probabilidade de ocorrência dos eventos quanto as vulnerabilidades existentes em cada local, oferecendo uma base técnica para orientar políticas públicas e decisões de gestão.


Entre as contribuições práticas estão a definição de níveis operacionais de atenção e emergência, critérios para acionamento de protocolos, matriz de responsabilidades entre instituições, recomendações para fortalecimento da atuação integrada e diretrizes para prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação diante de desastres relacionados aos recursos hídricos.


A iniciativa foi desenvolvida no âmbito do Comitê da Região Hidrográfica da Baía de Guanabara (CBH-BG), com apoio técnico da Associação Pró-Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (Agevap), e representa um importante avanço para o fortalecimento da segurança hídrica, da gestão territorial e da adaptação às mudanças climáticas em uma das regiões estratégicas para o desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro.


 
 
 

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